Toda a riqueza da diversidade nasce nas fronteiras, naquela linha imaginária, física ou filosófica, que separa um sistema de outro. Na natureza não existe ruptura absoluta e sim, uma mudança de estado. É assim na forma como os seres marinhos vieram para a terra firme, como o vácuo faz divisa com a pressão do ar, como a água pode ter superfície. Mas o mesmo acontece também com os pensamentos, atitudes, personalidades, religiões. A vida existe realmente apenas nessas estreitas margens. O mundo não existiria se fosse perfeito, regular, exato, simétrico e puro. O mundo não existiria sem o caos. Por que afinal exaltamos tanto aqueles atributos?
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