segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Egoismo Racional - por falar em Ayn Rand

Pouca gente se lembra dela. Uma jovem judia nascida na Rússia que emigrou para os Estados Unidos aos 21 anos, para fugir da revolução bolchevista e tornou-se a escritora que mais influenciou a filosofia política americana do individualismo, com seu conceito de Objetivismo, descrito em uma frase de sua obra maior, “Atlas Shrugged” :

"My philosophy, in essence, is the concept of man as a heroic being, with his own happiness as the moral purpose of his life, with productive achievement as his noblest activity, and reason as his only absolute."

Foi para Hollywood onde firmou-se como roteirista e escritora, seus livros sempre a expor sua filosofia do “egoísmo racional”. Influenciou toda uma geração de pensadores, entre os quais o orientador da economia americana Alan Greenspan. "Atlas Shrugged" foi seu maior sucesso, mas seu primeiro grande triunfo foi “The Fountainhead”, que, em 1957, foi mostrado em filme com Gary Cooper. Seu livro mais poético, onde sua filosofia é mostrada com leveza, é “Anthem”.

O pensamento de Ayn Rand faz muita falta hoje, nesta época de assistencialismo e premiação dos preguiçosos e oportunistas. Seus princípios se baseiam na valorização do pensamento humano, do esforço individual, sem esmolas, privilégios ou cerceamentos governamentais. Para ela, a ação do poder público deve-se restringir apenas ao policiamento, para que a atividade humana passe a se desenvolver sem interferências. Era defensora radical do livre capitalismo e da individualidade.

Se encontrarem algum livro de Ayn Rand em uma livraria ou sebo, comprem. Eu os tinha todos, mas pouco a pouco fui emprestando (obviamente contra os princípios dela) até perdê-los. Não é essencial seguir sua filosofia, mas é certamente indispensável conhecê-la.

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